segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Música e Casamento

Poucas coisas são tão pessoais e difíceis de questionar quanto o gosto musical de alguém. Mas em se tratando de casamento acho que se devem estabelecer alguns parâmetros.
Primeiro, deve-se, certamente, escolher para a cerimônia músicas que sejam importantes para o casal, que tenham marcados os bons momentos, estilos de que ambos gostem, etc. Esclareço desde já que não tenho nenhum preconceito quanto às músicas estrangeiras e acredito que o importante é que elas reflitam a personalidade do casal e esteja dentro do espírito que estes querem imprimir à cerimônia (nada a ver um casal moderninho dançar uma valsa, por exemplo, só porque é tradição se isso não os agradar).

Porém, acredito que as pessoas parecem escolher, para seus momentos especiais, músicas que, em alguns casos, estão contrariando o ato que se celebra ali por desconhecerem o teor das letras... Por isso, informação nunca é demais. Na Internet é facílimo localizarmos letras e traduções de músicas.

Já havia lido no blog da Natália, o Juntando os Dicionários, alguns posts interessantes em que ela listou as "proibidonas dos casamentos". E depois disso acabei ficando mais atenta ainda a essa questão. Não que eu e noivorado tenhamos pensado em trocar a Marcha Nupcial por alguma música dessa lista ou, sei lá, tenhamos escolhido Last Kiss com o Pearl Jam ou L'Hymne à L'Amour da Piaf para a nossa primeira dança como marido e mulher... mas porque eu notei que mesmo profissionais experientes do ramo acabam sugerindo uma trilha sonora meio equivocada em alguns casos, pois penso que eles também se baseiam apenas na musicalidade ou no refrão cativante das canções.

Quando o negócio é música em inglês, aí então o número de "gafes" aumenta. Por que a gente acha chique, né?, tocar Frank Sinatra ou um sucesso de filme de Hollywood que tenha arrancado suspiros da platéia... O problema é quando a música não diz o que pensamos.

Estive lendo um material de uma cerimonialista famosa e ela recomendou "Bittersweet Symphony" do The Verve para a entrada dos noivos na festa. OK. A melodia é ótima, adoro a voz do cantor, a banda é afinadíssima, mas, peralá!, os versos compostos pelo Richard Ashcroft falam da sua dependência por drogas e a sua decadência em razão do vício! Mensagem nada positiva ou romântica...

Algumas outras sugestões que encontrei por aí achei apenas divertidas, como por exemplo Every breath you take do The Police, hino dos voyeurs, recomendada em um site para o momento da benção das alianças, ou a duvidosa November Rain, do Guns'N'Roses, que não fala exatamente de uma separação, mas dá a entender que o casal está em crise (acho que essa foi recomendada por causa do clipe, que tinha um casamento, mas acho que ninguém se lembrou que a noiva morria).


Acho que nesses casos só mesmo se a música for imprescindível por fazer parte da história dos dois. Aí tudo bem... Se não for isso, provavelmente dá para encontrar uma outra mais interessante e tornar a saída da igreja ou a dança dos recém-casados mais emocionante ainda.


No site Noivas Online, há algumas dicas bacanas para não errar na programação musical da cerimônia e da recepção. Vale à pena ler : Os 7 erros mais comuns na hora de escolher as músicas do casamento e ter muito bom senso. Por que será impossível agradar a todos os ouvintes.

Pensando sobre tudo isso, acabei concluindo que por trás daquele programa da rádio 98 FM, que trazia a voz do locutor, com toda a sua dramaticidade, traduzindo as letras de sucessos americanos, prestava-se um serviço de utilidade pública. Fundamental para alertar os ouvintes para possíveis incongruências entre melodia agradável e letra obscena ou mórbida.


Links para os textos da Natália:

4 comentários:

  1. eh, qd faz parte da historia do casal, nao tem jeito, tem de aparecer. mas uma letra nada a ver pode ser um perigo.

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  2. De nada, Natália!
    Os textos são ótimos e muito úteis! :)

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  3. otima dica! esse tipo de erro é bem comum mesmo!

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