"Se alguma coisa pode dar errado, com certeza dará".
É o que diz a Lei de Murphy - a fatídica lei que normalmente nós, noivas ou não, tememos no nosso dia a dia. É por causa dela que quando nos planejamos, tentamos ao máximo prever os possíveis problemas e traçar planos B, caso algo dê errado ou haja uma catástrofe iminiente... Mas há momentos que nem todo o planejamento dá jeito...
É o que diz a Lei de Murphy - a fatídica lei que normalmente nós, noivas ou não, tememos no nosso dia a dia. É por causa dela que quando nos planejamos, tentamos ao máximo prever os possíveis problemas e traçar planos B, caso algo dê errado ou haja uma catástrofe iminiente... Mas há momentos que nem todo o planejamento dá jeito...
Por que digo isso?
Contarei uma pequena história: por várias semanas eu vinha me sentindo ótima, mesmo com os muitos choques térmicos nesse verão a minha alergia havia me dado um tempo e eu estava contente com isso. Mas bastou marcar uma degustação de buffet para esse sábado, para o nariz entupir, a garganta inflamar e eu perder o meu paladar. E imagina que delícia, várias coisinhas saborosas sendo desfrutadas pelo noivo e minha irmã, e eu com a língua meio anestesiada por uma pastilha para garganta (era isso ou não conseguiria falar ou engulir qualquer coisa). Pois bem, eu mastigava, praticamente não sentia nada e perguntava a eles o que achavam e anotava os salgadinhos que eles consideravam melhores. De concreto, só consegui sentir o gosto do que tinha sabor mais acentuado, como tomate seco e provolone. Do resto, apenas um pequeno rastro... e tive que confiar na opinião deles (e das outras pessoas que repetiam o mesmo ritual ao nosso redor), pois acho que estou atrasada com meus preparativos e não haveria tempo para outra degustação dessas. Havendo uma próxima, será para definir o cardápio.
Mas fora isso, a segunda parte da Lei de Murphy, que prevê desastres e catástrofe não se concretizou. Afora um pouco de febre, uma dorzinha de ouvido e uma noite mal dormida que se seguiu à degustação, tudo vai bem agora: o ânimo se mantém firme e forte e me preparo para mais uma semana de pesquisa, preparativos e muita atividade casamentícia.
Aproveitando que estou nessa fase de visitações e já estou experimentando buffets (fiz uma degustação formal e uma outra, digamos, mais casual), vou partilhar algumas dicas do que já li por aí e também sobre coisas que tenho observado:
1) Assim como o sabor, a apresentação dos pratos e quitutes é muito importante.
2) O cardápio tem que ser escolhido de acordo com o público do casamento ou festa. Por exemplo, no nosso caso, imagino que a imensa maioria dos nossos convidados dispensaria carpaccio, então não há porque gastar a mais com esse item e é preferível investir no que as pessoas efetivamente gostam. O cardápio tem que contemplar o gosto dos convidados - óbvio que podemos incluir coisinhas mais refinadas ou exóticas, mas tem que ter também o tradicional e aprovado pela maioria.
3) Recebi ao longo de algumas semanas, muitas propostas, nas quais preços e cardápios variavam muito. Além de comparar efetivamente preços, acho que vale à pena selecionar de cara o que tem mais a ver com o casamento organizado: se o seu povo não vai curtir comida japonesa, prefere salgados fritos, se você prefere coquetel à jantar, etc, é melhor dar preferência a quem faz o tipo de serviço mais adequado na hora de marcar degustação e avaliar buffês na mesma faixa de preço (e dentro do orçamento, claro).
4) Nem sempre um cardápio muito sofisticado quer dizer que o buffet vai correponder à altura ao esperado. Numa degustação informal (um dos buffets que estávamos analisando é responsável pela comida de um restaurante e, lógico, fomos lá almoçar para ver se era bom), percebemos que por mais que o cardápio e a apresentação da proposta fosse hipercaprichada e o discurso fosse pomposo, o buffet não era nada fora do comum. Aproveitei para experimentar os salgadinhos fritos que estavam sendo servidos e achei muito sem graça. Logo, não havia qualquer razão para cobrarem cerca de 30% a mais do que a concorrência.
6) Cardápios impressos nas mesas são boas pedidas, pois seus convidados saberão o que esperar e podem dispensar aquilo que não puderem comer.
7) Algo que me foi recomendado: se servir miniporções, é importante ter uma opção de massa com molho de queijo ou ao sugo, que pode ser uma opção para convidados vegetarianos ou que sejam mais enjoadinhos para comer. Se não gostar dessa opção, notei que os crepes estão em alta.
8) Se você for perfeccionista, como eu sou, vai se concentrar em pequenas coisinhas absolutamente sem importância. Será que realmente alguém vai perceber que aquele pufe branco está um pouquinho sujo? (Nesse caso, não estou falando de manchas de caneta Bic cobrindo todo o estofado, mas de marquinhas que os sapatos causam quando encostam no courino branco). Tente se concentrar em coisas maiores, que realmente possam ser um problema, como por exemplo, cadeiras de plástico que são perigosas e talvez seja melhor dispensá-las, procure ver o estado do estofado, se há rasgos, e se as mesas e cadeiras estão em bom estado ou se periodicamente passam por manutenção, note o estado de ventiladores (visitei espaço em que os ventiladores tinham pás quebradas e pareciam muito velhos e sem manutenção) e se o ar condicionado tem boa vazão. É bom assistir à montagem de uma festa, pois você consegue ver as mesas sem toalhas, por exemplo, e não se ilude com o cenário já composto, que normalmente conta com luzes especiais e disfarça as imperfeições.
9) É importante visitar o espaço em dia de festa, pois você pode observar muitas coisas interessantes, como o estado dos arranjos de flores, a arrumação dos doces, o tipo de forminha usada, o cuidado na arrumação das mesas e a utilização do espaço (será que realmente o número de mesas adequada à quantidade de seus convidados funcionará ou o salão ficará vazio ou, pior, cheio demais?). É bom ver se as mesas são colocadas em áreas perigosas à circulação das pessoas, por exemplo, em nossa visita, vimos mesas de convidados perigosamente dispostas ao redor da piscina; a cerimonialista nos informou que, por se tratar de uma festa muito grande, foi preciso dispô-las dessa maneira, o que não aconteceria em uma festa menor como a nossa.
10) Local para estacionamento é fundamental. É um cuidado importante com os convidados. E se tiver manobrista, melhor ainda.
11) É preciso certos cuidados em relação à pista de dança. Se há muitos convidados de mais idade na festa, é bom pensar se eles gostarão do som alto e da pista bem no meio do salão. Visitei um salão em que a pista ficava em uma posição central, o que é bom para uma festa com muitas pessoas jovens e que gostam de dançar e se divertir. Mas isso talvez não agrade a avozinha que quer se sentar e conversar tranquilamente.
12) Converse bastante, peça informações e indicação. Observei em um dos locais que visitei que muitos dos clientes em potencial já haviam realizado festas ali ou haviam gostado de uma festa realizada no local, ou seja, aprovaram, enquanto convidados, o serviço. Isso me deu uma enorme tranquilidade.
13) Tire todas as dúvidas com os fornecedores.
14) Observe se a casa possui plano B em caso de chuva, se há área coberta em que possam ser acomodados os convidados confortavelmente. Um espaço que visitei e gostei muito era um sítio, mas fiquei preocupada com o fato de um rio cortar a propriedade, que se localizava na descida da serra, e o local não ter salão fechado - todo espaço disponível para festas era coberto com uma espécie de lona, que funciona bem em dias ensolarados ou noites agradáveis, mas não acho que sejam a melhor pedida para uma noite chuvosa... Também é bom verificar se há acesso fácil ao salão para pessoas cadeirantes, carrinhos de bebê, etc.; é bom conferir se há rampas ou elevadores.
15) Confira o que diz o contrato, pois há cláusulas importantes, como a não devolução de depósitos ou a obrigatoriedade de um cheque-caução como garantia para possíveis danos ao espaço.
Espero que essas dicas ajudem quem está na mesma fase que eu.

Oi Dani, que bom que esta melhorando, e que pena pela degustacao neh. Mas vc confia no noivo entao meio caminho andado, vc ainda pode provar depois se ele gostou mesmo.
ResponderExcluirUma coisa que acho bom olhar como vc disse eh o ar condicionado, jah ouvi caso de pessoas passando mau por conta do calor, nao eh legal neh.
bjos
OI, Dani
ResponderExcluirque chato esse negócio de alergia, viu?? Eu também sofro com isso... já te contei né? entendo perfeitamenteo o seu sofrimento!
Concordo com você em muitos desses detalhes que vc citou, como cadeira de plástico, tipo de buffet, estacionamento e plano B para caso de Chuva e falta de energia elétrica!
beijocas, ju
Fiquei sabendo dessa estoria da degustacao por voce, mozao. Mas sinceramente, ainda bem que isso aconteceu no dia da degustacao e nao no seu dia. Nada vai dar errado no seu dia! Estarei ai pra assegurar isso! =)
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