terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Top 10: Casais do cinema que dão o que pensar...


Para bem ou para mal, os filmes estão constantemente entre as nossas referências diárias (e não somente dos nerds cinéfilos como esta que vos fala) e, pensando nisso, fiz uma pequena listinha com 10 casais do cinema que nos dão o que pensar a respeito de casamento. Todos os casais, por uma razão ou outra, despertaram o interesse de sua interlocutora, sobretudo os protagonistas de alguns filmes assistidos recentemente, que a fizeram refletir sobre casamento, amor, família... (parece que ultimamente meus olhos ganharam uns filtros diferentes!)
Então vamos lá:


10) Claire Stenwick e Ray Koval de Duplicidade (Duplicity)
Nessa trama sobre espionagem industrial estrelada por Clive Owen e Julia Roberts, a parte romântica não tem tanta importância assim no desenrolar da história, mas há uma questão que constantemente vem à tona e que me chamou atenção quando o assisti: a confiança. As personagens tiveram uma questão no passado e mesmo tendo se apaixonado, não conseguem superá-la e confiar um no outro. E essa desconfiança mútua e a perspectiva de que o outro eventualmente o trairá se repete em diversas sequências e foi o que mais me atraiu no filme e me levou a diversos questionamentos, como por exemplo: É possível um relacionamento no qual ela não esteja presente? É possível amar alguém sem confiar nessa pessoa? Ou em que momento nós a conquistamos e como podemos perdê-la? Uma vez perdida é possível reconquistá-la? Ela é algo que construímos ou simplesmente ela é concedida ao outro graciosamente? Como fazê-la perdurar? Porém, não vou responder nenhum desses questionamentos, isso fica para a reflexão de cada um. Em essência, são pontos muito semelhantes aos que surgem em outros filmes, como o blockbuster Sr. e Sra. Smith, com Brad Pitt e Angelina Jolie, e que muito me fascinam.



9) WALL-E e EVE de WALL-E
Poucas coisas no cinema foram tão fofas quanto o amor e a amizade desses dois robozinhos. (Admito: adoro animação e não nego)



8) Gabrielle 'Coco' Chanel e Arthur 'Boy' Capel de Coco antes de Chanel (Coco avant Chanel)
Pouco conheço efetivamente sobre a vida de Chanel. Antes de assistir o filme, havia lido um texto que falava sobre a sua controversa origem e recentemente, em uma crítica sobre um livro a seu respeito, tomei conhecimento de seu envolvimento com a extrema direita francesa e os nazistas. No filme, a breve trajetória do casal Coco e Boy chamou minha atenção por duas razões: a primeira, ainda que ela fosse uma mulher que se debateu contra as regras da sociedade em que vivia, ela não contagiou o homem que amava e eu acho isso um pouco triste; a segunda, é interessante ver a forma como esse amor e o incentivo dele lhe impulsionaram  a transformar seu hobby (a costura e confecção de chapéus) em algo muito maior.


7) Mathias e Clarice de À Deriva


Um filme sobre delicadas relações familiares, permeadas por mentiras e segredos, que coloca em cena de um lado a mulher alcoólatra e claramente infeliz e de outro um homem adúltero. Vemos parte do complicado equilíbrio entre eles através dos olhos da filha adolescente do casal. Um filme muito interessante para refletirmos sobre o tipo de relação familiar que desejamos construir, a importância do diálogo e muito mais. Vale à pena assisti-lo pelas reflexões e também pela qualidade da obra (linda fotografia, ótimas interpretações, etc).


6) Carrie Bradshaw e Mr. Big de Sex & The City, o filme
Admito que sempre fui fã do seriado, mas relutei um pouco em assistir ao filme, porque adaptações de seriados em geral não são boas (esse definitivamente não faz jus àquilo que assistia na tv), mas ele me deixou algumas boas reflexões sobre os motivos pelo qual duas pessoas resolvem assumir um relacionamento sério, o significado do casamento em diferentes pontos de vista e sinais de alerta de que talvez estejamos dando o passo errado. E confesso que achei uma graça aquele livro que a Carrie lia com cartas de amor de pessoas famosas (algo que deve trazer, como ela mesma diz, muitas ideias para se escrever votos); e, logicamente, adorei a maneira como o Mr. Big utilizou o livro para reconquistá-la.


Além do roteiro fraquinho fraquinho, teve uma coisa que me incomodou muito e pareço estar sozinha nesse barco: detestei o visual de noiva dela! Alguém conseguiria me explicar porque alguém deveria usar um pássaro morto inteiro na cabeça, sobretudo quando vai se casar?



5) Alvy Singer e Annie Hall de Noivo neurótico, noiva nervosa (Annie Hall)

Nessa comédia, Woody Allen e Diane Keaton, interpretam um casal, que após um breve relacionamento começa a morar junto. Em pouco tempo passam a enfrentar uma série de crises conjugais, que rendem alguns diálogos hilários. Esse casal me fazia pensar muito sobre a convivência quando deixamos de ser namorados e passamos a morar com alguém, enfrentando as pequenas "coisinhas" do dia a dia, e tendo que ver bem de pertinho os defeitos que as "despedidas" antes escondiam.


4) Tom e Summer de 500 dias com ela [(500) days of Summer]
Sabe aquele velho ditado de que os opostos se atraem? Nessa comédia romântica, de certa maneira essa é uma visão que podemos ter sobre o casal formado por Tom (Joseph Gordon-Levitt) e Summer (Zooey Deschanel): ele, um romântico convicto que acredita ter achado A mulher de sua vida (the one); ela, uma mulher que, após a separação dos pais, não acredita em amor verdadeiro. Boa parte do filme fala sobre os encontros e desencontros (muito mais desencontros) entre os dois. Deliciosa história sobre relacionamentos e sobre como encaramos a vida, o amor e nossos parceiros (e especialmente os ex-parceiros).


3) Scarlet O'Hara e Rett Buttler de ...E o vento levou (Gone with the wind)

No filme clássico de 1939, as personagens imortalizadas por Vivien Leigh e Clark Gable passam boa parte do filme se estranhando... Inicialmente, ela é retratada com uma moça mimada apaixonada por um homem que não podia ter; e ele cruza o seu caminho diversas vezes e a ajuda em diferentes situações. Chegam a casar-se, mas ela o faz por interesse. Apenas no final (aquele que todos conhecemos), ela percebe sua paixão por ele. Demonstração de que nem tudo o amor suporta e que muitas vezes as pessoas só se dão conta do que lhe é caro após perdê-lo.


2) Cristina, Vicky, Juan Antonio e Maria Elena de Vicky Cristina Barcelona
Nesse filme o que vemos não é exatamente um casal, mas as várias formas de amar e como um homem, o artista Juan Antonio, se relacionava com três diferentes mulheres, que entendiam o amor e o mundo de maneira absolutamente opostas. Esse homem, interpretado por Javier Barden, envolve-se de maneira casual com Cristina; desperta na certinha Vicky uma centelha de paixão (mesmo a contragosto); e tem um tempestuoso casamento com Maria Elena, interpretada por Penelope Cruz. Com essa última, vemos a doentia relação de dependência afetiva, com cenas de brigas e crises. Um filme inteligente sobre relações humanas, que nos faz pensar sobre os papéis que desempenhamos em relacionamentos.


1) Julia e Paul de Julie & Julia
Minha fascinação pelo filme já foi narrada em outro post, aqui citarei apenas o que acho bacana nesse casal: a maneira como se completam e apóiam um ao outro. Algo fundamental para qualquer casal que queira ultrapassar as barreiras do tempo.


Um comentário:

  1. Até seus filmes são cults ^^
    Mas é engraçado mesmo ver a relação entre as personagens... Tem horas que tudo parece estar tão certo, que não há como dar errado... e dá! A vida é assim, né? Tem que ter empenho dos dois :)
    Adorei o post!

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