quarta-feira, 28 de julho de 2010

Inspiração (mas não é casamentícia!)

Nos últimos meses, nessa rotina de noiva em tempo semi-integral, tive a oportunidade de conhecer algumas ótimas pessoas do ramo, algumas das quais teremos a oportunidade de reencontrar no nosso dia D e ao longo dos preparativos e outras com as quais, infelizmente, não reencontraremos, ao menos, por ora...

Mas, na verdade, foi um encontro casual e bastante inesperado, desses que a vida nos reserva, que me deixou bastante contente e me fez refletir. E essas reflexões foram sobre assuntos sobre os quais há muito nem pensava mais... e por algumas horas fiquei contente, radiante mesmo, sobre algo que nada tinha a ver com casamento!

Acho que nunca mencionei por aqui, mas eu sou formada em História e, desde a graduação, minha paixão era a área de pesquisa. No meu estágio, tive a chance de pesquisar em acervos como os da Biblioteca Nacional (durante um par de anos foi como minha segunda casa!) e do Arquivo Nacional; depois, trabalhei como pesquisadora por algum tempo e não havia satisfação maior quanto ver um artigo publicado com o material que eu havia pesquisado ou ver meu nome entre os que contribuíram para realizar uma exposição. Por algumas contingências da vida (leia-se especialmente $$), acabei tendo que abrir mão disso por uma vida mais estável e renda certa.

Então, numa despretensiosa quinta-feira, quando fui à Kasa dos Convites aprovar o nosso layout para iniciar a impressão, conheci uma senhorinha que me impressionou muito.

Estava eu lá, sentadinha, aguardando enquanto a atendente buscava a nossa pasta, quando essa senhora, que estava ali fazendo o mesmo que eu, começou a falar comigo: primeiro sobre a escolha da frase para o convite de seu aniversário de 80 anos, do autor Mário Quintana; e depois sobre sua biblioteca e a atividade que desempenhava há tempos: era museóloga e trabalhava com pesquisa. Meus ouvidos, sempre atentos, ficaram ainda mais abertos para ouvi-la falar...

Durante o breve papo, me impressionei com aquela mulher (que nos seus 80 anos continuava muito bonita e tinha uns olhos azuis muito marcantes que me lembravam os de minha avó materna - aproveitei e dei uma espiadinha nas fotos de seu convite e ela realmente tinha sido linda na juventude), que com toda aquela idade não se aposentou ou se resignou. Continuava, pelo contrário, ativa e dava para perceber o quanto tudo aquilo lhe era caro. A sua disposição e energia, uma inspiração. Senti até um pouco de vergonha de, talvez, ter insistido pouco.

Foi uma delícia ouví-la e, em poucos minutos, tive a ótima notícia de que um acervo que considero bastante especial e que andava totalmente abandonado e sem receber o devido cuidado e atenção, havia sido adotado por uma empresa e que ela era agora uma das responsáveis por manter viva um pouco da memória dos nossos pracinhas no Museu da FEB, que fica bem escondidinho no centro do Rio, na rua das Marrecas, mas no qual a gente descobre tesouros...

Assim, naquela quinta feira que começou muito parecida com outras tantas, encontrei uma pessoa altamente inspiradora.


Se alguém foi convidada para o aniversário da D. Eulália, dê-lhe os parabéns por mim, por mais um ano e especialmente por continuar sempre...


E deixo aqui a frase de seu convite, que achei muito apropriada:


"O segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até você."







Imagens: Google.

3 comentários:

  1. Nossa, Dani! que linda frase, me arrepiei do lado de cá! Vou copiar a frase, pq ela não pode ser esquecida... pelo contrário, tem que virar um mantra em nossas mentes!

    Esses encontros são gostosos, né? Nos passam uma energia boa, e o sentimento de esperança renovado... é uma coisa que é difícil de explicar.

    Uma prima também é formada em história e trabalhou durante mt tempo na biblioteca nacional... de repente vcs se conhecem de vista ;)

    beijinhos, ju

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  2. Que LINDO isso :)
    É bom ter inspiração...
    Ah! Fiquei feliz por você ter fechado o buquê!

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  3. Oi, Ju! Talvez tenhamos nos conhecido de vista mesmo, pois fui estagiária da BN em 2003 até o início de 2004, e passei muito tempo lá pesquisando (era meu 2o lar! rs).

    Oi, Mel! Também fiquei feliz com esse contrato! :)

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