sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Papelada e burocracia - o meio

Sabe aqueles dias em que as coisas não vão muito bem? Pois é, o dia de minha primeira visita ao cartório foi exatamente assim... 

Há algumas semanas, como não havia possibilidades de obter informações relevantes por telefone, dirigi-me ao cartório que abrangia a minha circunscrição. Decidi pegar o ônibus e ir até lá de manhã, antes do trabalho - afinal, tratava-se de um trajeto de pouco mais de 20 minutos e de lá havia ônibus direto para o centro do Rio.

Pena que há os imprevistos: obras por toda Jacarepaguá. Então, o trajeto levou mais de 3 vezes o tempo normal! Isso mesmo: ao invés de 20min, 1h15 para ir da Linha Amarela ao Tanque. E para quê? Pegar um papelzinho em que havia a relação de documentos que o Código Civil informa e a confirmação: testemunhas devem vir no dia, junto com noivos; o valor aproximado, mas sem uma lista detalhada de tudo o que precisávamos (como quantidade de cópias e se deveríamos comprar um memorial ou podíamos imprimir da Internet).

Como minha circunscrição tem outras sucursais além da sede em Jacarepaguá, escolhemos uma outra opção, que ficaria mais perto do noivo e nos pouparia o desconforto de engarrafamentos.

Nessa sucursal resolvi todas as minhas pendências cartorárias ao longo da vida (não foram tantas assim, mas, pelo menos conhecia o cartório, sabia que tinha firma reconhecida nele, ali foi emitida a minha certidão de nascimento, etc). Beleza, né? Era só chegar cedo (os cartórios, conforme informação do site da CGJ abrem às 9h da manhã) e aguardar a nossa vez, com as duas testemunhas a tiracolo.

Nananinanão!

Porque as coisas não podem ser tão simples quando há burocracia em jogo.

Essa sucursal (doravante denominada de cartório A) deixou de fazer todos os serviços normais dos cartórios de registro civil, como abertura de firmas e registros. Agora só tratam praticamente de casamentos! E essa surpresa tivemos na hora de ir ao balcão. A atendente nos entrega uma lista de recomendações e documentos e a orientação de que fôssemos a um outro cartório (vamos chamá-lo de B) no mesmo bairro para fazer todo o restante. Isso mesmo. Com chuvinha fina caminhamos até o cartório B, que às 9h20 não abriu e nem às 9h30. Só foi abrir pouco antes das 10h!

Enquanto esperava, para não complicar mais as coisas, comprei o memorial na papelaria perto do cartório (praticamente igual ao que o cartório de Copacabana disponibiliza gratuitamente na Internet). Tirei mais cópias, que logo descobriria não seriam suficientes... No balcão, após todos os demais abrirem firma, tivemos que tirar mais cópias, mas o cartório não as tirava. Um papel afixado nos alertava: "Não tiramos cópias". Acho que nunca vi um cartório que não tirasse cópias... Então o noivo sai da fila, vai à papelaria, tira mais cópias e volta. Super prático! Mais ou menos R$ 90,00 em custas para aberturas de firmas do noivo e das 2 testemunhas, autenticação dos documentos que apresentaríamos no cartório A e do memorial. 

Em seguida, rumamos novamente para o cartório A e, após breve espera, conseguimos dar entrada na papelada. Gastamos no total pouco menos que os R$ 320,00 que me haviam informado em Jacarepaguá, e teremos que esperar 40 dias até retirarmos nossa habilitação. O nosso casamento será religioso com efeito civil, logo não pagamos as taxas referentes ao juiz de paz, como deslocamento, para quem casará fora do cartório.

Apesar da peregrinação, da demora e do teste de paciência (no qual fomos aprovados: nenhum funcionário de cartório foi ferido por nós aquele dia), deu tudo certo!

Vou transcrever partes do passo-a-passo para solicitar a habilitação de casamento que recebemos do cartório A:

1) Comprar o memorial (formulário de casamento), preenchê-lo e reconhecer firma das assinaturas dos noivos e duas testemunhas (me informaram que não podem ser os pais).

2) No caso de noivos solteiros, é preciso levar ao cartório: certidão de nascimento original (que ficará com eles); cópias autenticadas da identidade e CPF dos noivos e testemunhas e do comprovante de residência dos noivos (pode ser de um apenas, do que residir na circunscrição).

Não sei que dicas poderia deixar a vocês... Apenas que levem uma quantidade suficiente de dinheiro (além do que informarem) para cobrir essas cópias extras que por ventura tenham que tirar, por exemplo, e muita paciência, sempre!

5 comentários:

  1. Oi Dani, no meu caso, os padrinhos não precisaram ir. E a certidão de nascimento eles pediram cópia autenticada, ficamos com os originais.
    É um saco mesmo, muita burocracia...ai ai
    Bjs, Lili

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  2. Haja paciência!!!

    Vou me preparando psicologicamente =/

    Beijokas

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  3. Pois é, Lili!
    Já tinham me dito que cada cartório tem um procedimento... essa parte de deixar a certidão eu achei um saco, pois é algo que vira-e-mexe a gente precisa... Tem muita burrocracia mesmo... rs

    Muita paciência, Vanessa! Só o que digo.
    Mas pode ser que vc tenha mais sorte, já ouvi falar de cartórios ótimos...

    Beijos!

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  4. Nossa eu não imaginava que era essa burocracia toda, no mês que vem é minha vez de passar por isso!
    bjs flor!

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  5. Oi flor!
    Achei seu blog no site Noivas Rio, que estava divulgando blogs legais. Divulgaram o meu blog e o seu. Resolvi conhecer e gostei.
    Vou te seguir.
    Dá uma passadinha no meu e me segue tbm.
    Bjos!

    Priscilla.

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