A Mansão Pau Ferro foi definitivamente uma de nossas
melhores escolhas. O local é lindo, apesar de ser em um bairro distante, fica bem
localizada, o atendimento deles foi muito bom e eles tem um espaço para
cerimônias que é um charme. Sem contar o buffet, que é excelente.
Mas apesar disso tudo, eu tinha um grande medo. O meu grande
medo, algo que me afligiu bastante nos últimos tempos antes do casório, era a
decoração. Quase pânico, tive até pesadelo. Às vezes, em momentos beirando o
desespero, fazia contas em cima do nosso orçamento, do dinheirinho que ainda
havia em caixa, e cogitava a ideia (que nunca expus ao noivo) de contratar o
trabalho de uma assessoria para cuidar da decoração, pois a Angélica, uma das
sócias e a pessoa que cuida desse item, tinha algumas opiniões muito fortes
com as quais eu discordava; e muito do que eu apresentava, ela discordava,
falava que não funcionaria, além de não parecer muita convicta de que azul com
lilás combinaria (ela vivia me dizendo que a cor do meu casamento era azul!
Mas não, o que eu expliquei era que a paleta era azul, branco e lilás!)... Mas
no fim, deu tudo muito certo e me
surpreendi.
Assim que eu vi o salão arrumado, fiquei encantada com a
decoração. Com o atraso do nosso pastor, que teve um contratempo, tive a
oportunidade de subir até a suíte reservada aos noivos e pude olhar rapidamente,
no caminho, o trabalho pronto. Vi de longe a mesa dos doces, os arranjos, o
bolo... as mesas com suas toalhas azuis e caminhos em azul e branco em uma
estampa típica da toile de jouy. Tudo
muito fofo, muito romântico, como eu sonhava. O conjunto funcionou muito bem.
Havia até os guardanapos de tecido, dos quais havia desistido.
O cerimonial da casa, mesmo sem a Angélica, funcionou de
forma adequada. Porém, não foi perfeito. Acredito que tenha sido falha minha
ter passado um e-mail somente ao DJ sobre a ordem da cerimônia e as músicas que
deveriam ser tocadas e não ter informado também a Angélica. Eu acho que fica
mais bonito se o noivo entrar primeiro e receber a todos os padrinhos já lá na
frente. Isso foi algo que falei ao outro sócio da casa e como ficou algo
combinado efetivamente apenas com o DJ, na hora, o cerimonial fez diferente do
que eu queria, do jeito que é o habitual deles, com padrinhos entrando
primeiro. Quando eu, na suíte, ouvi a música tocando, sabia que não estava
certo, mas tive que deixar para lá. Aliás, as músicas da cerimônia foram algo
complicado. O DJ não tocou a música que pedimos para o momento das assinaturas,
e como houve um atraso do pastor, parecia que eles queriam correr com aquilo
tudo e não tocaram uma música que estava prevista na listagem que eles mesmos
me mandaram para preenchermos. E a cerimônia é a razão daquilo tudo. Não tinha razão para correria...
Em outros aspectos o cerimonial foi muito bom.. Muito atenciosos providenciaram
uma cadeira para o meu padrinho distante, que sofreu há pouco uma fratura no pé,
estava de bota e não podia permanecer muito tempo de pé. A Priscila que nos
acompanhou foi bastante competente em quase todo o tempo. Apenas
duas coisas me deixaram realmente desapontada: a primeira foi o fato de que eu
vi que ela tinha consigo a primeira cópia que mandei para o DJ, onde havia a
ordem que desejávamos para a cerimônia, assim como as músicas (só não tinha a
alteração que fizemos em relação à música da hora das assinaturas), e também a
observação, em letras garrafais, de que eu gostaria de jogar o buquê às 23h.
Quando era perto de meia noite, ou passava um pouco, não lembro, ela chegou até
mim e perguntou se eu não deveria ter jogado o buquê às 23h, como previsto no
papel.
Aí eu pergunto a vocês, leitoras: alguém já viu noiva carregar relógio?
Eu nunca. Não só não portava um relógio, como não queria me preocupar com
horário, já que havia um cerimonial que prometeu cuidar de todos esses
aspectos. Esperava que marcassem o tempo, como haviam feito para as fotos. Era
SÓ isso o esperado.
Joguei o buquê um pouco mais tarde do que esperava, mas
felizmente, a maior parte dos convidados continuava lá, curtindo a festa, e
muitos comeram o bolo, que foi servido após o momento do arremesso.
A segunda coisa que me chateou foi ter sido chamada para
conversar a respeito do consumo de doces. Nunca me foi informado nada a
respeito de garçons servirem os doces aos convidados lá na mansão, não há nada
no contrato, nada foi dito, pois eu teria anotado e me lembraria... Eu que sou bem exagerada e
não queria ver ninguém sem comer o seu docinho, encomendei 4kg de chocolates
diversos e 2kg de amêndoas cobertas com chocolate da Cia Chocolata, e minha
prima fez mais 270 bombons recheados e
50 bolinhos de chocolate. Só nos chocolates havia no mínimo 700 peças na mesa de doces. Sem contar,
claro, os 600 doces que a casa oferecia entre os tradicionais em casamento e os
portugueses. Em média, havia uns 10 doces por pessoa. Isso mesmo. Nas minhas
contas havia pelo menos 10 doces para
cada convidado, além dos 300 bem-casados (100 da casa e 200 da Ilze). Entre os
que encomendei com a Ilze, pedi a ela que acondicionasse 100 deles em
sacolinhas de papel, que comprei no Saara e coloquei o nosso monograma, e que
continha uma pequena mensagem de agradecimento junto. Essas sacolinhas ficavam
na saída e eu esperava que servissem também para as pessoas carregarem os seus
docinhos para casa com mais comodidade, pois com um buffet tão farto como o
deles, não há como se comer tanto doce assim...
Mas não é que resolveram
implicar com isso?! EU abri a mesa de doces, as pessoas estavam lá, perguntando
e querendo comer. Nós já havíamos tirado fotos e eu não queria que no meu
casamento acontecesse o que vi tantas vezes em criança, sair da festa sem
provar nem um daqueles doces suculentos, pois a mesa ficava fechada até o fim
da festa, praticamente. Eu queria ver as pessoas comerem antes de ir e levarem
os doces se quisessem. Os doces eram para elas. Rolou um pequeno avanço, mas
nada fora do normal. Havia muito doce, tanto que sobrou e levamos para casa em grande quantidade.
Mesmo depois do avanço, que durou vários minutos. Controlei os meus nervos, quando ouvi dessa
Priscila que eu autorizei o “avanço” e não estava preocupada pois os meus doces
estavam garantidos.
Vem cá, eu paguei por tudo aquilo para quem comer afinal?
Será que ela achava que realmente eu era uma noiva esganada que só estava
interessada em comer doce? Tudo aquilo eu já tinha degustado antes. Conhecia
cada docinho ali. E mesmo que não
sobrasse para mim, o importante era que os convidados se divertissem, comessem
e aproveitassem. Nada mais.
Dá para entender isso?
Em meio a essa conversa esquisita, em que eu, sozinha, tive
que lidar com essa moça nervosa e um segurança da festa, frisei bem que havia
uma caixa para cada convidado adulto. Ou seja, uma para cada um dos cem. Eu não
tinha interesse em trazer caixa com meus próprios agradecimentos para casa, né?
Por isso, fiz questão de antes de ir
embora ir lá, no lugar dos bem-casados ver se sobrou e havia muitas caixas e me
deu tristeza, pois imagino que muitos saíram sem por conta dessa mesquinharia.
E o pior, mesquinharia com o que não era deles. Era, como foi, impossível
alguém ficar sem o seu. Mesmo pegando 10 doces, a pesssoa estava dentro da
cota. E imagina a loucura de chamar uma noiva numa sala para falar sobre
isso e insinuando que os convidados eram
vândalos enlouquecidos que talvez comessem até as flores, se bobeasssem.
Saí irritada, desabafei com alguém e segui em frente. Só falei com o
Márcio sobre isso no dia seguinte. E quando liguei para a casa para saber se
tava tudo ok com o número de convidados (eu tinha certeza que estava, pois
tinha tudo somado na ponta do lápis: 109 presentes acima de 7 anos, contando
inclusive 3 pessoas que eles autorizaram
a entrada sem terem os nomes na lista), preferi não falar nada sobre isso.
Mas mesmo assim, mesmo com essas críticas, se eu fosse dar
uma nota, concederia a eles 9,0, numa
escala até 10, pelo conjunto da obra. Os convidados amaram. E eu realmente
recomendo a Mansão Pau Ferro, apesar disso.
Seguirão mais alguns relatos que programei para essa semana, inclusive um do noivo (que se empolgou com o que escreveu sobre o casamento) sobre a nossa lua de mel.
Seguirão mais alguns relatos que programei para essa semana, inclusive um do noivo (que se empolgou com o que escreveu sobre o casamento) sobre a nossa lua de mel.


Dani, infelizmente essas coisas acontecem! Pena mesmo né?!
ResponderExcluirMas, temos q olhar pelo lado positivo, os convidados com certeza adoraram o casamento e sairam bem satisfeitos!
Quero mais fotoos.!
Graças Deus Dani, que mesmo com essas coisinhas chatas, tudo deu certo e todos amaram seu casamento!
ResponderExcluirBjs
Oie, tudo bem? Sou nova no mundo dos blogs e criei um sobre casamentos também... Passei por aqui pois estou seguindo o seu blog e sempre que voce posta dou uma olhadinha... adoro o que voçê escreve, adorei o relato do seu casamento e o seu casamento tbm foi lindo!! amei todos os detalhes!!Tenho certeza de que muitos deles serviram de inspiração para muitas noivinhas por ae!!
ResponderExcluirQuanto a este contratempo.. graças a Deus tudo deu certo no final e tudo ficou muuito lindo!!
Parabéns pelo blog
beijinhos!!
ralfekarol.blogspot.com
Caramba Dani, que coisa chata mesmo! Acho horrível quando ficam regulando os doces, por isso frisei bem com o meu cerimonial que não queria isso! E que coisa feia te chamarem num canto... parece que queriam te intimidar... nossa!
ResponderExcluirMas que bom que no geral deu tudo certo!! que a decoração te surpreendeu!
O meu maridón entrou primeiro =)
beijão, ju
Foi chato, mas não ofuscou todo o restante! Adorei tudo! :)
ResponderExcluirE eu achei que ficou tudo lindo, especialmente a mesa de doces.
Karol, seja bem-vinda!
Ju, acho uma graça quando o noivo entra primeiro, pois além de "recepcionar" aqueles que vão entrando, acho que tem mais impacto a entrada dele. São coisinhas que parecem besteira para quem está de fora... mas para a noiva tudo se torna meio simbólico.
Beijos,
Dani