Não à toa o livro O Pequeno Princípe de Antoine de Saint-Exupéry é um clássico da literatura e se tornou tão célebre (tudo bem que, em parte, a popularidade se deveu a ter sido tantas vezes citado nos desfiles de Miss): a história do príncipe-menino e do piloto que se encontram em pleno deserto, provenientes de mundos diferentes e com visões tão diversas da vida, pode, a princípio, parecer uma história infantil. Porém, ela ultrapassa essa impressão inicial. Exupéry aponta o absurdo das nossas vidas e de nossos sentimentos, através das personagens do rei, do homem de negócios e tantos outros, mas também fala do amor e do cuidado com uma singeleza e, ao mesmo tempo, de maneira tão incisiva, que é impossível ignorar suas palavras.
Do diálogo travado entre o Pequeno Príncipe e a raposa, há aquela famosa frase: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas". Eu, particularmente, além dessa guardo na mente o segredo guardado pela raposa: "Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos."
E porque afinal estou escrevendo sobre O Pequeno Príncipe em um blog que é o diário do planejamento de um casamento?
Há uma explicação racional. Eu queria escrever um pouco sobre as coisas que ligam as pessoas e que de repente fazem com que sejamos "cativados" de tal modo que não há mais retorno, pois o "essencial é invisível para os olhos"...
Foi assim com Márcio. Logo que o conheci, ele me declarou o quanto gostava desse livro. Fazia pouco tempo que o tinha lido e ainda tinha vários de seus trechos na mente, mas ele não tinha o mesmo significado para mim que tinha para alguém que o tinha como livro de cabeceira e o lera diversas vezes.
Enfim, foi com ele que em pouco tempo entendi aquilo sobre o que Exupéry escrevera. O nosso relacionamento era norteado por essa preocupação em cuidar de quem que se ama e essa dedicação. Um cuidado diário, semelhante ao afetuoso ritual do principezinho com sua rosa temperamental: ele a regava, cuidava para que não tomasse correntes de ar e ela tornou-se única, ainda que no universo houvesse outras milhares semelhantes; mas nunca iguais, pois ele não mantinha com elas o relacionamento que construíra com a sua rosa, ele não as cativara.
Carinhosamente, noivorado me chamava de "rosa" e dizia que era o meu "pequeno príncipe". Eu não gostava de ser chamada assim, pois sou um tanto feminista (mas acredito em casamento!) e ela personificava um ser cheio de caprichos e que maltrata aquele que tanto lhe quer bem. Porém, com o tempo, eu entendi o que ele queria dizer com isso. Ele me regava a cada dia com seu amor e então se tornou único para mim e eu para ele. A raposa, mesmo com a tristeza da despedida, se alegrava em ter ganho os campos de trigo; eu me alegro a cada dia, porque tantas coisas se tornaram especiais...e me lembram do "principezinho".
E se sei que tu vens às quatro, "desde as três eu começarei a ser feliz".

Oi danielle,
ResponderExcluirque vergonha, acredita que eu nunca li esse livro, preciso ler urgente!!!
bjin,
Thais
Thais,
ResponderExcluirrecomendo muitíssimo a leitura. Eu demorei muito a lê-lo pois tinha um pouco de preconceito e adorei. Os outros livros do Exupéry também são ótimos.
Bjs,
Danielle
Ah! Agora eu entendi porque minha mãe chamava ele de príncipe!
ResponderExcluirOi, Dani, que texto lindo!! Lindo, lindo, lindo! A vida é tão corrida que as pessoas se esquecem da beleza dos sentimentos e dos relacionamentos. Se afundam em problemas muitas vezes que não existem a não ser em suas cabeças e perdem a sensibilidade de ler, compreender o real sentido de textos como o do Pequeno Principe.
ResponderExcluirHoje recebi um desses emails de piada que gostei muito e acho que se encaixa no assunto:
"Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio. Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente; mas, os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam maior calor.
Por isso decidiram afastar-se uns dos outros e voltaram a morrer congelados. Então precisavam fazer uma escolha:
ou desapareceriam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros. Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos...
Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro.
E assim sobreviveram!
Moral da História:
O melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro e consegue admirar suas qualidades. "
beijocas, ju
Oi, Ju!
ResponderExcluirObrigada! Esse texto dos porcos-espinhos também é lindo e super-profundo, pois às vezes nos concentramos tanto nas feridas e não em tudo aquilo que a convivência com o outro nos proporciona.
Bjs,
Danielle
Danii, respondendo o seu cometário no meu blog... aonde vc leu essas dicas de como sair das saias-justa com convidados da cerimonialista Manu?
ResponderExcluirMinha parte favorita é essa mesmo, quando a rapousa ensina o que é cativar... lindo demais!
ResponderExcluirRapousa? To louca? Raposa!!! Disfarça =B
ResponderExcluirJu, se não estou enganada foi no livro dela. Vou procurar quando chegar em casa e passo para você (deixo um coment. lá no blog, tudo bem?).
ResponderExcluirPq já li várias dicas dela, algumas no blog, outras nos textos que ela escreve para revistas e tb no livro.
Bjs,
Dani
Oi, Melissà!
ResponderExcluirObrigada pela visita, e realmente essa parte do livro é linda. Ele todo é uma delícia de ler, mas quando a raposa começa a falar sobre o ato de cativar... adoro!
Bjs,
Dani