quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Quando alguém se torna especial...

Em que momento tomamos conhecimento do fato que uma pessoa se tornou especial em nossas vidas? Quando percebemos que necessitamos da companhia de alguém de tal forma que ansiamos por vê-lo assim que acordamos e que ele seja a última coisa que vejamos antes de cerrar os olhos? Será que estamos biologicamente fadados a sucumbir a uma necessidade quase fisiológica de estar com alguém?

Eu acredito que sim, todos um dia necessitaremos assim de alguém, e não penso que seja obra do acaso. Não sou romântica e nunca fui. Não imaginava encontrar príncipes encantados, almas gêmeas ou algo do gênero, pois muito cedo descobri que todos temos defeitos e que seria cruel jogar sobre alguém o fardo de ter que ser exatamente aquilo que desejamos e ter a obrigação de nos completar. Mesmo com consciência disso tudo, durante bastante tempo procurei alguém que correspondesse às minhas altas expectativas e, por isso, namorei pouco e tive alguns relacionamentos mal-sucedidos. Ultimamente, desconfiava da sinceridade da maioria dos rapazes que se aproximava de mim e, honestamente, não estava aberta a um novo relacionamento.

Isso até conhecer o noivo! Darei as duas versões que circulam para quando nos conhecemos (como historiadora tenho certeza de que há várias outras correndo por aí!)...

Versão DELE da história: Foi amor à primeira vista. Ele disse que quando chegou para trabalhar, me viu sentadinha trabalhando e não teve dúvidas, ainda mais porque ele garante que eu levantei a cabeça, tirei os olhos do papel e o olhei diretamente (OBS.: não confirmo essa informação). Não tinha como resistir aos meus olhos verdes, ainda mais que, depois dessa olhada, eu não parava de dar em cima dele (confirmo ainda menos isso!).

Minha versão: vagamente me lembro do dia em que ele chegou para trabalhar. Mas em pouco tempo o notei, ele não passa despercebido, pois fala muito (ele é tagarela e fala pelos 2) e acabei percebendo que tínhamos bastante em comum. Outras pessoas logo notaram o interesse dele, eu não (sou muito desligada) e confesso que não acreditei, pois realmente pensava que ele poderia se tornar um bom amigo... No fim das contas, depois de muita hesitação (e de um baita empurrão da minha mãe), aceitei sair com ele e o mais divertido: o nosso primeiro encontro foi...

...em um casamento.

Aliás, na primeira semana em que ficamos juntos, fomos a 2 casamentos. Sendo que no segundo me vi cercada por cerca de 70% da família do noivo e pessoas a todo momento me inquiriam quando seria o nosso casamento. Uma semana de namoro e as pessoas falando em casamento!? Senti-me em um filme do Woody Allen, em que os personagens passam por situações estranhas (acho que até fiquei meio neurótica e manifestei alguns tiques nervosos). Quase pirei. Uma pessoa sã, a essa altura, teria pulado fora.  Por sorte, devia estar sofrendo de algum tipo de insanidade temporária, pois não pulei. Mesmo com medo daquilo tudo, daquele turbilhão que ia me arrastando, eu fui ficando, ficando... ao mesmo tempo que tinha esse lado assustador do compromisso, pouquíssimas vezes na vida me senti tão à vontade com alguém e em tão pouco tempo.

Quando vi, estava apaixonada e pensando em como seria bom se a gente ficasse sempre assim...  O pedido de casamento não tardou, muito pelo contrário, aconteceu bem mais cedo do que qualquer um poderia esperar (e novo susto meu!).

E afinal parece que aquela necessidade do outro, do toque, da companhia, a vontade de ouvir a voz, a cumplicidade, a compreensão, etc, tudo isso é bastante natural. Eu li no Blog da Patfig o texto da Manuella, uma noiva que, além de ter tido um casamento deslumbrante, deixou um relato ótimo sobre os preparativos. Enfim... Em um certo momento do texto, ela conta que o seu atual marido, no início do namoro, iria fazer uma viagem e passar alguns dias fora, e lhe mandou um arranjo lindo de flores, com um cartão com dizeres pra lá de românticos. Ela escreveu que naquela hora falou para sua mãe, que lhe entregou as flores, que era com ele que ela se casaria, e a mãe riu. Como saber assim tão rápido que alguém é A pessoa, se é que isso realmente existe? Mas eu entendo a Manuella. Quando o meu noivo chegou para me apanhar para aquele primeiro casamento, ele estava um charme de terno (parecia até o Willian Bonner como minha mãe me confidenciou quando eu voltei para casa), olhou para mim de uma maneira que eu não estava habituada a ser olhada e então disse que eu estava linda (até aí nada demais, pois confesso que eu caprichei. Fui até ao salão me aprontar, coisa que não curto muito). Mas no momento em que ele abriu a porta do táxi para mim e o jeito como ele o fez; naquele instante me ganhou e eu sabia que não tinha mais volta. Não pensei em casamento na hora, mas... tinha mesmo que ser com ele. Até que ele me beijasse aquela noite, já durante a recepção do casamento, eu fiquei numa ansiedade boba de adolescente.Totalmente cliché. Eu sei... mas a gente é meio cliché mesmo.

Fomos juntos ao show da Alanis Morissette aqui no Rio e "Head over feet" (que até pouco tempo atrás me fazia pensar em "Pisou no Peixe" - lembra disso, Thaís?) passou a ter um significado todo especial, pois parte da letra tem muito a ver com nosso início.




"You've already won me over in spite of me/ Don't be alarmed if I fall head over feet / And don't be surprised if I love you for all that you are / I couldn't help it / It's all your fault" (Alanis Morissette)

11 comentários:

  1. Oi Danielle,
    que lindo isso tudo, a versao dele e a sua versao, que comedia, cada um ve as coisas de jeitos tao diferentes!!! Imagino a saia justa de toda familia perguntando do casamento, mesmo depois de muito tempo de namoro eh dificil de lhe dar, imagina no comeco... Eu tambem li o post da Manu, bem legal neh!! Engracado como pequenas coisas fazem agente bater o martelo, eh esse, nao tem jeito!!!
    bjos,
    Thais

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  2. by the way, eu era viciada na Allanis ha uns anos atras, soh ouvia ela, fui num show dela no Rio ha algum tempo, nao sei se eh esse que vc foi... Hj ja nao ouco tanto, mas ainda adoro as musicas dela.
    bjos

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  3. Foi uma loucura mesmo, Thais. Principalmente porque as pessoas supunham que estivéssemos juntos a mais tempo do que estávamos. Mas no fim, acabaram acertando...
    Eu gosto muito dela, também não ouço tanto hoje em dia, mas tem umas músicas que eu simplesmente adoro e sei de cor. Eu fui no show dela no início do ano, na Arena, na Barra.
    Bjs,
    Dani

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  4. Eu te entendo perfeitamente em tudo... Namorido também fala que eu xavequei ele (mentira), que eu encostei ele na parede (mentira), tb sabia que ele era o cara certo logo no começo, tb decidimos casar rápido e sempre achei que Head Over Feet descreve perfeitamente o que sinto... até já mandei pedaços da música pra ele... quanta coincidência!! o.O

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  5. Oi, Melissà!
    Coincidência mesmo... Esses rapazes! rs
    Adoro essa música e acho que tem tudo a ver conosco tb aquela parte do início que diz que ele a trata como uma princesa e ela não está habituada a isso. No começo do namoro (e até hj na realidade) fico muito sem graça com certas coisinhas, não estou habituada a tanta gentileza.
    Bjs,
    Dani

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  6. Tb adoro essa música Head over the feet, e a versão q fizemos para ela alguns verões atrás "Pisei no peixe". Será q alguém guardou a letra???

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  7. Oi, Ju!
    Eu acho que ainda tenho a letra. E mesmo assim, se não a tiver, lembro a maior parte daquela bobagem... rs

    Bjs,
    Dani

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  8. Adoro conhecer histórias de encontros mágicos como o seu ... o meu também teve um pouco de magia... No meu caso, não falei para minha mãe que iria casar com o Rodrigo, falei pra ele mesmo, no mesmo dia que o conheci aonde eu queria passar a minha lua de mel, acredita? Essa história conto com mais calma em outra oportunidade, até pq merece um texto como o seu, né?

    A Manu é um exemplo de força, mulher forte e delicada ao mesmo tempo. Quando ela quer alguma coisa ela quer de verdade e não tem como fazer ela desistir! o casamento dela foi lindo, lindo! estou mt feliz por ela!!

    beijocas, ju

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  9. Pois é, Ju, acho que homem para casar são esses que nos proporcionam esses encontros mágicos, senão não tem graça! rs
    Espero ler depois sobre essa história de vocês.
    Bjs,
    Dani

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  10. Oi Danielle,

    Eu também passei por um casamento da familia do noivo logo no começo do namoro. Super constragedor, hahahaha!!

    Ahhh, eu tava no show da alanis tb!!!!!!!

    Bjss!

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  11. Oi, Elly! São saias-justas mesmo essas situações, ainda mais no início... hehe

    E que coincidência, não imaginava que a Alanis fizesse parte da "trilha" de tantas noivas. Esse show dela foi ótimo, adorei, pois tocou tantas músicas que eu gostava...

    Bjs,
    Dani

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